A Quentinha

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Eta vidinha atolada, tá foda. Só vim aqui escrever porque eu preciso registrar um fato para a eternidade. Isso poderia muito bem ser um texto nonsense desses que eu invento, mas juro pela alma da Dercy que é verdade. Estava eu dentro do ônibus, viajando em pé e, ao meu lado, uma senhora de meia-idade com umas bolsas. Até aí, nada de anormal. Um cidadão que estava sentado se levantou e saiu do coletivo. Como eu não quis sentar, deixei ela passar para sentar. Nisso, subitamente, sem qualquer sinal dos deuses do Olimpo, estourou o fundo de uma bolsa plástica que a mulher segurava, e o conteúdo caiu. Agora você deve estar imaginando "Ah, ele vai contar que viu laranjas rolando pelo corredor do ônibus, eu também já vi isso". Certamente caro leitor, você já viu isso, e eu também, algumas vezes. E foi justamente isso o que aconteceu, laranjas rolando. Mas com um pequeno detalhe a mais: além de laranjas, havia linguiças de churrasco, e ambas estavam "enlameadas" em feijão e arroz. WTF?! Yeah, eu também imaginei isso quando vi a cena. Essas horas eu me lamento tanto por não ter uma câmera embutida no olho... a quentinha da mulher estourou no chão do ônibus! O pior foi a reação da mulher: ela ria, e ficava repetindo "é muito azar mesmo, hahaha". Eu fiquei meio que em choque, vendo aquela cena grotesca digna de filme nacional dos anos 80. E quando o ônibus subia uma rua mais inclinada, vinham as laranjas e as linguiças sujas rolando pelo corredor. Minha única reação era tirar o pé da rota, eu que não ia sujar meu tênis com aquilo. Agora descrevendo pode até soar engraçado, mas na hora foi tenso, ver a mulher tentando juntar o arroz com feijão... com a sandália! Eu nem fiquei olhando porque sou todo nojento com essas coisas, mas certamente ela deve ter sujado as unhas com restos de comida. Por fim, aquele cheiro de comida fria começou a emanar dentro do buzão, e foi a gota d'água: saí do ônibus uns dois pontos antes de onde ia saltar. Agora que já respiro ar puro e isso é apenas uma lembrança, eu me pergunto:
- Quem limpou aquilo, ela ou motorista?
- Será que alguma "Rolling Sausage" atingiu alguma pessoa? Eca!
- Será que a mulher catou as laranjas de novo pra comer em casa? Eca²!

Que isso sirva de aviso: jamais confiem em sacolas plásticas. Deixando a nojeira do cotidiano de lado:



Quem viu aquele meu guia sobre Lego vai adorar essa matéria aqui, acabei de ver na TV Gazeta, e já estava disponível no Youtube.

É isso. Fui. Bjomeliga. COMENTEM NESSA PORRA! ( é que eu gosto (L) )


Fotos do Orkut

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Quem tem Orkut já deve ter visto algumas fotos parecidas com estas abaixo, e estas nem sempre parecem refletir a verdade. Esse guia é mto útil para te ajudar a identificar a verdadeira personalidade de pessoas que acham que o Orkut pode dar uma valorizada na sua patética existência. Se você tem algum amigo ou amiga que se enquadra em uma dessas situações, será uma boa oportunidade de tirar um sarro com a pessoa. Quem sabe assim ela não se toca do ridículo ao qual está sendo exposta...

Código para colar no scrap do Orkut:  
http://img300.imageshack.us/img300/9096/orkutto9.jpg

Clique na imagem para ampliar:


Texto Non-sense - Sr. Olavo

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Naquela terra inóspita e sombria a escuridão tornava-se ainda mais evidente. E naquele maldito local morava apenas uma pessoa, o Sr. Olavo. Ele era uma pessoa rica, fria, sem amigos e amante da literatura gótica, da qual colecionava milhares de livros. Por anos e anos Sr. Olavo ali passou seus dias e noites, sem nunca ter reclamado das supostas maldições que o povo insistia em atribuir ao seu casarão, localizado no pico de uma floresta de árvores mortas. Talvez por isto mesmo tenha sido tratado sempre com muito respeito pelos cidadãos quando fazia suas raras visitas ao centro da cidade. No fundo, todos tinham medo de Sr. Olavo, que sempre vestia-se de sobretudo e usava uma forte maquiagem preta ao redor dos olhos. Diziam as más línguas que Sr. Olavo era a reencarnação de Drácula. E mesmo sendo puro folclore, assim que anoitecia todas as pessoas, até mesmo os mais cépticos, trancavam-se em casa, com medo de Drácula sair de seu casarão e chupar seu sangue. Isso não chega a ser um exagero, já que a "floresta morta" era um lugar realmente assustador. Mas nada incomodava Sr. Olavo, um gelo de pessoa, que só sentia o tempo passar com a leitura de seus livros.

Anos passaram-se, e nada mudou. Aliás, apenas uma coisa mudou na vida de Sr. Olavo: com o advento da Internet, ele poderia comprar livros sem sair de casa, nunca mais teria que olhar para o rosto amedrontado daquele cidadão adiposo da livraria. Finalmente Sr. Olavo estava realizando seu sonho de viver até morrer dentro de seu casarão, o seu refúgio do mundo exterior que o temia. Mas numa noite, tudo mudou. Eram 19hs, as corujas e os lobos já uivavam na floresta enegrecida, clareada somente pela fraca luz do luar encoberto por nuvens densas e cheias de mistério. Como de costume, Sr. Olavo lia um de seus livros sob a luz de um castiçal, quando de repente ele ouviu um barulho estranho do lado de fora da casa. Aproximou-se da janela, e nada viu. Tranqüilamente, o velho pôs-se a ler novamente. Mas alguns segundos depois, uma voz fraca e trêmula entrou nos ouvidos de Sr. Olavo:
-Olaaaaaaaaavo... Olaaaaaaaaaavo...
Pela primeira vez em sua vida, Sr. Olavo tremeu. Pode-se dizer que, literalmente, ele trancou o cu. Muito nervoso, abriu a porta da sacada, olhou ao redor de seu casarão, e nada viu além das sombras sinistras das árvores mortas. Ele estava muito nervoso mas, mesmo assim, decidiu descer as escadas e vasculhar o primeiro andar. Mas antes mesmo de por o pé no primeiro degrau da escada, ele ouve novamente a voz sinistra e amedrontadora:
-Olaaaaaaaaavo! Olaaaaaaaaaavo!
O susto foi gigantesco, tanto que o velho rolou escada abaixo. Só quando chegou lá embaixo percebeu que estava com muito medo, e que a única coisa que queria do seu lado era alguém para defendê-lo e abraçá-lo. Por alguns segundos ficou deitado no chão, pensando que a sua fixação por literatura gótica e temas satânicos havia atraído o "Coisa Ruim", que estaria disposto a tomar sua alma. Desesperado, o velho olhou para o céu e pediu a Deus que o salvasse do Capeta. Mas Deus parece não ter escutado-o, e novamente ecoou na casa aquela voz:
-Olaaaaaaaaavo! Olaaaaaaaaaavo!
Foi demais para ele. O velho durão, frio e sem escrúpulos estava encolhido atrás da enorme mesa de jantar, e chorando. Mas por um instante, lembrou-se de um antigo livro, no qual descrevia uma fórmula que afugentava o Demônio da vida das pessoas. Desesperado, Sr. Olavo foi correndo até sua gigantesca cozinha, onde revirou tudo até encontrar o que precisava: azeite de oliva e erva-doce, que, ao serem colocados próximos da porta de entrada da residência, fariam qualquer Demônio desaparecer para sempre. E assim o velho fez. Nenhuma voz foi ouvida. Sr. Olavo ficou aliviado. Mas alguns segundos após ter colocado a "macumba" na porta, ele ouviu de novo a voz sinistra, mais alta e forte do que nunca:
-Olaaaaaaaaavo! Abra a poooorta!
Cabisbaixo e certo de sua morte, Sr. Olavo caminhou até a porta, botou a mão na maçaneta e, antes de abrir, falou:
-Tomarás agora minha vida, ó Senhor dos Senhores. Mesmo com todo o feitiço, não fui capaz de deter-te, és o mais poderoso. Não era minha intenção chamar-te ao mundo dos vivos, mas assim o fiz, sem pensar. Recompensando-te, toma agora minh'alma amedrontada por tua presença, ó divindade maligna.E após seu trágico discurso, o velho abre a porta, e se depara com um sujeito todo sorridente e vestido de amarelo, que diz:
-Sr. Olavo? Sedex pro senhor, é um livro!


Coisas absurdamente gigantes

Domingo, 11 de Janeiro de 2009

Para quem é de Itu isso não vai ser nada absurdo, já que a cidade é famosa por objetos grandes. Lá está o maior orelhão do Brasil -presente de um ex-ministro das telecomunicações - entre outras coisas enormes. Tem até uma loja na cidade dedicada a vender itens absurdamente monstruosos: algumas fotos podem ser vistas aqui nesse site (jabá grátis, é foda não ser famoso pra cobrar por publicidade).

Mas o que me fez escrever sobre esse tema foi uma antiga recordação que me veio à cabeça: quando eu era criança, eu tinha um lápis gigante, de uns 30 centímetros de comprimento. E eu amava aquela porcaria. Adorava levar para a escola e mostrar para meus amiguinhos, sem empresta-lo, pois o egoísmo infantil é o que deixa feliz uma criança com problemas neurológicos como eu. Eu nem me importava se aquela porcaria não entrava no estojo ou que não tinha apontador para aquele lápis: o fato é que eu o tinha e me achava super importante com aquele objeto escroto. Diziam que eu viraria escritor porque teria muita coisa para escrever com aquele lápis. Hoje eu não sou escritor, e tenho apenas esta bosta de blog que NÃO precisa de lápis. Enfim, dane-se... nem lembro onde foi parar aquilo. E não, não foi no meu cu.

Mas se você gosta de coisas grandes, fique com este gatinho:




Novo favicon do Google

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Quem faz pesquisa no Google deve ter reparado que desde ontem o favicon (aquele iconezinho da barra de pesquisas) mudou. Agora ele integra as cores básicas do Google juntamente com a letra 'g' em branco. Você deve estar pensando "foda-se, eu não sou nerd, não sou designer gráfico, não reparei nisso e essa joça não vai mudar em nada a minha vida". Pois bem, você tem razão. Mais tarde colocarei um post decente. Peço desculpas. Perdão.